Retomando ao oceano, os meus gestos são tão impulsivos quanto as ondas deste. Ajo por intuito, porque sinto que tenho que fazer e não porque devo fazer. Esta atitude intuitiva vem desde os primeiros passos da infância. Não me considero possuidora de um sexto sentido, mas tenho a certeza ser possuidora de um coração, e se eu não sentisse todos estes sentimentos que carrego cada vez que os dedos desenham palavras… como é bom estar vivo.
sábado, 6 de fevereiro de 2010
personalidades (contorversas?)
Retomando ao oceano, os meus gestos são tão impulsivos quanto as ondas deste. Ajo por intuito, porque sinto que tenho que fazer e não porque devo fazer. Esta atitude intuitiva vem desde os primeiros passos da infância. Não me considero possuidora de um sexto sentido, mas tenho a certeza ser possuidora de um coração, e se eu não sentisse todos estes sentimentos que carrego cada vez que os dedos desenham palavras… como é bom estar vivo.
domingo, 18 de outubro de 2009
Alguém sem ti...
Meras especulações que se acabam por perder no vazio do ar. As vozes lá de fora querem que eu quebre as correntes silenciosas que o tempo nos cedeu. Porém este silêncio é algo que nos interliga, apesar de ser um vazio, é o nosso vazio. Se este se quebrar, posso não te sentir nunca mais, como as fotografias que adormecem debaixo da minha travesseira.
As artes me ocupam o derradeiro tempo que é escasso nesta etapa, e a frustração me invade apenas por não me restar tempo para te escrever. Embora não leias, eu escrevo para ti compulsivamente. Não existe um único registo sem uma influência tua, seja uma frase, uma foto, um esboço… Tu estás lá… E eu sinto-te como ninguém. Mas eu sou ninguém, pois só alguém que não existe é que deseja viver no imaginário da tua ausência.
E eu sou ninguém, ninguém nesta vida. Alguém sem ti… mas um ninguém.
domingo, 4 de outubro de 2009
esquecer não é tão bom quanto soa...
Porém esquecer implica um esforço que não tem caracterização possível… é muito mais que um ponto no fim de uma frase. É uma vitória sobre o tempo e os nossos desejos. É uma mágoa que acaba por se transformar em depressão e que no final apenas resta o vazio do que foi esquecido, pois embora o esquecido seja esquecido, o seu lugar é sempre relembrado.
terça-feira, 1 de setembro de 2009
hoje não existem
O silêncio navega nas ruas de Lisboa, repousa na sombra.
As sombras tornam-se lares, a poesia adormece nos leves galhos dos carvalhos. O que é das palavras nesta rua da capital? “Elas voaram”, diz o pintor. Traços tão leves com o pincel faziam escorrer a tinta pela folha de papel, tão dóceis as suas mãos...
Uma voz ingénua soltou-se no pequeno jardim, “Eu quero uma... mas não tenho asas pra voar”.
O pintor levantou o olhar. Os seus olhos ternos de cor de avelã tinham uma expressão solitária e magoada... Eu vi a lágrima soltar-se, a sua expressão era cinzenta. Eu vi, um poeta que o tempo esqueceu, sua íris se afogava em memórias que se tornaram intocáveis na sua vida. A mente imergiu em algo longínquo... Depois, uma clara frase pronunciada com um tom discreto pairou naquele lugar:
“Um dia vais voar sem levantar os pés da terra. Nesse dia, terás descoberto uma palavra: o amor”
domingo, 26 de julho de 2009
olhos para o vazio
A inspiração voou contigo
Pois talento nunca tive
Agora tenho olhos para o vazio
Deixei de contemplar a vida
A chuva tornou-se muda,
A minha voz também,
As estrelas invisíveis,
Como o meu sorriso rasgado,
E tu inalcançável... tal e qual como o vazio
terça-feira, 21 de julho de 2009
Que sufoco de alma que torna muda a alma já cega,
Que vontade de evaporar no céu azul
Que não me nega
O que é da paz residente no vocábulo amor?
Nela apenas encontro a dor,
Dor esta profunda e mortífera
Que nem o mundo suporta
Tombou em mim, essa dor, no meu frágil e vulgar ser.
Ser agora pálido, gelado...morto
Afinal o vazio, não é apenas vazio
O vazio é cheio de nada
Pois a dor, as mágoas e o frio
Só mantêm a mente calada.
sábado, 18 de julho de 2009
mudança
domingo, 14 de junho de 2009
castigo

No entanto, eu prefiro a paixão ao amor. Prefiro a linda flor de aroma afrodisíaco ao fruto sábio e suculento. Prefiro o toque dos lábios doces como as pétalas ao amargo beijo de limão. O tempo azeda o sentimento, termina com a naturalidade dos momentos e transforma a paixão numa rotina designada “amor”.
O meu castigo é essa mesma palavra, o amor. Vivo num amor platônico que me impede de me apaixonar por outros olhares. O sonho é sempre o mesmo, as palavras e o coração também. O silêncio é notório na tua ausência. Quebra-se com a tua aparição, como se os olhares que trocamos exprimissem a dor. A dor de te ver sabendo que jamais tornarei a possuir-te. Não basta a tatuagem? Porquê é que tens de aparecer? Porquê...
terça-feira, 26 de maio de 2009
“Será o Prestígio Social Superior a Uma Voz Revolucionária e Justiceira?”
Considero que a fama está ligada ao dinheiro, e que se a personalidade for famosa, esta fama é recompensada com muito dinheiro. Tomemos como exemplo um jogador de futebol português x que joga no estrangeiro e recebe 563,55 mil euros mensais, enquanto um médico professional y que diariamente salva vidas ganha cerca de 0,5% desse valor e não recebe o respeito de ninguém. É esta a injustiça em que mergulha o mundo.
Penso que ao escolher um curso superior, a maioria das pessoas opta pelo que tem mais saída professional e ordenados elevados, trabalhando por vezes em coisas que não gosta. A não opção pela sua verdadeira vocação faz com que a pessoa se torne frustrada e arrogante na práctica da sua profissão. É deste modo que surgem os médicos antipáticos que nos despacham do consultório com receita médica passada sem precedente análise.
Creio que existe “sede” de poder por parte de indivíduos de todos os tipos de classes sociais: desde a peixeira que quer ser presidente da associação de moradores, ao médico que quer ser presidente da Câmara Municipal. Mais uma vez o poder se revela numa aspiração comum a todos, cujo objectivo é alcançar superioridade sobre os outros.
Falemos agora do egocentrismo citadino por parte dos mais poderosos. Observe-se o clássico exemplo dos políticos. Estes colocam interesses pessoais em primeiro plano, em detrimento dos interesses da sociedade. E para a sua “boa” fama não desabar, ajudam amigos e familiares a ocupar lugares aos quais outras pessoas teriam direito pelo facto de terem níveis de escolaridade mais elevados e currículos com melhor qualidade.
Estou convicta de que o cidadão comum julga as pessoas pela aparência e quem não se veste consoante os valores predefinidos pela sociedade é descriminado. Nos dias de hoje, a aparência consegue valer mais que um bom currículo numa entrevista de emprego. Tais factos revelam a ausência de valores morais que assombram o século em que vivemos.
Por todas estas razões, sou completamente contra à excessiva valorização da fama e do dinheiro por parte da sociedade. Do meu ponto de vista, acho que está na hora de desviarmos o olhar do nosso umbigo e contemplar a injustiça residente neste mundo. Será o prestígio social superior a uma voz revolucionária e justiceira? Não, porque existe uma coisa que a fama e o dinheiro não podem comprar: a vossa alma.
quinta-feira, 21 de maio de 2009
ela
As pessoas lhe apontam o dedo discriminando seu isolamento social tanto como sua loucura passional. Ninguém a entende, como se sua personalidade se tratasse dum vírus de fácil contágio e todos temessem uma eventual epidemia. Seu espírito mergulha no céu estrelado, dando a entender que o sonho resolve todos os nós da garganta. No entanto, tal acto apenas se transforma numa fuga ao quotidiano áspero e tirano que se faz sentir.
Por tudo isso, ela preferiu viver num mundo fora dos mundos. Travou laços de amizade com as estrelas, e apaixonou-se pela lua. O outro lado do céu fora descoberto por uma mera mortal. Durante o dia, ansiava pela noite, pois as saudades já lhe consumiam a alma e quando, mais tarde, o sol se escondia no horizonte, tudo regressava: as estrelas, a lua... o sonho.
O tempo tornou-a numa espécie de astro intocável, pois já nem o amor tinha capacidades para lhe tocar o coração. Até que um dia, um dia, o olhar esmeraldino regresse e a paixão lhe torne a consumir a liberdade excêntrica típica de aquariana. Agora perguntemos se o astro se encontrará demasiado distante, inapto para sustentar tanto brilho proveniente dum simples e mortífero olhar.
sábado, 9 de maio de 2009
as viagens, os comboios e o tempo
terça-feira, 5 de maio de 2009
viver é para os fortes
Porém são poucos os que se atrevem
A sonhar num mundo fora da realidade.
Minha alma e espírito escrevem,
Algo duma duradoura longevidade.
Oxalá meus ingênuos versos levem,
Aos quatro continentes, a minha filosofia,
Pois o meu coração lhes fará companhia.
sábado, 25 de abril de 2009
despedida

segunda-feira, 20 de abril de 2009
olhar esmeraldino
quinta-feira, 16 de abril de 2009
dm
Fracos de espírito como eu, quando os pensamentos se quebram no vento, é preferível adormecer a poesia e deixar repousar as memórias. Então o corpo descansa estendido na cama, confortável e ameno entre os lençóis, porém a alma, esta continua desperta, embalada pela chuva que bate nas janelas.O sono não domina a mente, e o sonho toma conta da fragilidade dum olhar cerrado, ferido pela palavra amor. O teu olhar esmeraldino invade os meus sonhos, e o teu toque é quase real, com a mesma elegância e delicadeza com que me tocavas na face. O beijo, contem o mesmo sabor, mergulhando na total paixão tórrida que sempre nos envolveu desde a exposição. No entanto, agora neste sonho, sinto a saudade cada vez que os nossos corpos coleiem. Quero adormecer eternamente, para o teu sabor nunca se sumir ao despertar, porque tu foste o único homem que amei até hoje. Não aceito a ausência, a saudade, o silêncio da tua voz sempre que o meu olhar se cruza com o teu. O que mais fere a minha serenidade, é que nem sequer houve tempo para te dizer que te amava. E hoje, é tarde de mais para palavras, para gestos ou discursos, porque nada que te poderei dizer, se compara à angustia suportada no peito, ao coração desfeito... Guardo em mim uma parte de ti, e deixei voar outra de mim.
terça-feira, 14 de abril de 2009
Versos Nocturnos
Lento vento que me despiu
Não me respondas que acabou
E que meu coração partiu
A saudade corrói a vida
Deixa a nossa caravela à deriva
Quando é que tu regressas,
E o teu amor me confessas?
O tempo secou o lago feito com lágrimas
A ferida já se tornou numa cicatriz
Em silêncio te declaro rimas
Sabes bem que és a mediatriz
As minhas telas cheiram a solidão
O meu corpo contém o amor das tuas mãos
Os versos foram levados pelo vento
E os segundos pelo tempo
A mente desespera por um beijo
O choro por um abraço
Louvado seja este desejo
Que me rouba o cansaço
Em todo o lado encontro vestígios do nosso amor
Não agüento mais viver sem o teu calor
Volta para aqui
Eu nunca me esqueci de ti...
sábado, 4 de abril de 2009
A Persistência do Passado
Mais um pôr-do-sol contemplo isolada no meu jardim, e sem excepção, deito-me na relva macia e fresca. As nuvens são tão doces e delicadas, tal e qual ao teu toque. Toque esse nos meus lábios, tão leve e cauteloso, que descrevia ponto a ponto cada traço da minha boca. Esta, misticamente, dava vida a um sorriso rasgado e tímido que te persuadia de imediato a puxares-me o queixo para ti. Depois, davas-me a conhecer trios nos teus lábios, encaminhando-me para beijos provenientes de um amor rubro e demente.
Quando o amor nos domina a alma, esta não é digna de receber pensamentos precoces relativos ao destino. O amor conduz-nos a um sono pesado, onde todos os segundos que estamos despertos são sonhos fantasiados em todos os minutos em que estamos a dormir. Fazemos planos futurísticos para afastar o fim do sonho, mas há que ter noção que um dia, seja este próximo ou distante, tudo vai terminar. Tudo irá entrar na dança do vento, as memórias, as fotografias, os beijos trocados. E se assim o vento o achar, mais tarde levaremos com uma brisa do passado que fará renascer em nós todos esses planos que ficaram pendentes no tempo. Como se ao levantarmos a cabeça, déssemos de caras com o que no passado foi o tudo e o nada.
Neste momento, sinto-me congelada pela ausência do teu olhar esmeraldino. O meu coração reside nas ruas que nos viram de mão dada, nos areais onde escrevi o teu nome, nas estações de comboio que serviram de cenário ao nosso romance. A carência humana é agora dissipada em paixões platônicas, que nunca chegaram a ser amor, porque o meu sentimento continua imobilizado nos capítulos anteriores que não foram finalizados, e só quando eu e tu pusermos um ponto final nesta história, é que voltarei a ser livre de espírito, de alma... da palavra amor.
quinta-feira, 2 de abril de 2009
sou louca, já sei
segunda-feira, 30 de março de 2009
voou, desisti
Talvez um dia, de uma forma remota, regresse ás palavras, á filosofia... ao amor.
quarta-feira, 25 de março de 2009
tocha ardente

De ti, não espero tantas palavras lançadas ao ar, nem tantos sentimentos expressos numa linguagem intelectual. Apenas aguardo por um beijo teu que me trará todas as respostas filosóficas da vida. Acredita que nesses meros segundos aprenderei muito mais sobre o amor do que os conhecimentos adquiridos ao longo da minha vida.
Estou disposta a esperar por ti e viver suportada em planos imaginativos, alimentado deste modo a chama que nos interliga da forma mais dolorosa possível: com a minha invulgar poesia.
Amar é travar guerras contra os obstáculos, aceitar derrotas de queixo erguido e acima de tudo é não fechar o livro que narra a nossa história na 1º pessoa, onde eu e tu somos os únicos narradores, bem como os únicos protagonistas.
“Não sei como fizemos isto, mas que está a ser a melhor coisa do mundo isso está.”
São frases tuas como esta, que me invadem a mente diariamente, e citações como esta que fazem com que a tocha não se apague com os valentes sopros da distância.